19 de mar de 2008

O caso da tapioca

Quando políticos brasileiros não tem mais o que roubar eles resolvem se render ao ridículo junto com toda a imprensa brasileira. Todo mundo já ouviu falar do caso dos cartões corporativos, de como mais uma vez as pessoas que nos elegemos para nos representar estão se aproveitando de seu cargo para conseguir privilégios que a maioria dos brasileiros não tem.

O ministro Orlando Silva pagou uma nota de tapioca no valor de R$8,30 e agora já se discuti sobre o crime de usar um cartão corporativo para se alimentar com comidas tradicionalmente nordestinas. Resumindo, por algum motivo, apesar da ministra da igualdade Racial, Matilde Ribeiro, ter gastado R$171 mil em aluguel de carros particulares (nunca ouviu falar em táxi a madame), apesar de outros ministros terem gastado absurdos com jantares luxuosos, a imprensa brasileira gosta de tornar notório o ridículo, o que chama a atenção do povão quer não quer nada mais que pão e circo. Viva a cultura Big Brother.
Corruptos somos nós, povo, que troca voto por brinde de campanha e depois vem reclama que não tem dinheiro pra comprar cachaça e comida ( nessa exata ordem) por culpa do governo.
Acho que o Lula e a sua base aliada deveriam tomar umas aulinhas de como varrer a corrupção pra baixo do tapete com o FHC e o Sarney, pelo menos na época deles, o governo não se expunha tanto mostrado pra todo mundo que a única medida que sabe tomar contra a corrupção e criar CPI's que não dão em nada.

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