14 de jul de 2008

Linha do Inferno

Como todo bom universitário desprovido de boas condições financeiras (vulgo pobretão), de vez em quando tenho que fazer uso do transporte público para me deslocar.

Na última sexta-feira tive de ir para a faculdade pois fiquei em recuperação, em uma das cadeiras que estava cursando, por motivos que prefiro não mencionar aqui.

Pois bem, durante o dia não tive muito tempo para estudar, então decidi imprimir o meu material de estudo e pedir para sair alguns minutos antes do meu trabalho, para pegar o ônibus para a faculdade, pretendendo aproveitar os longos minutos de viagem para estudar para a minha prova de recuperação.

Quando o ônibus chegou no ponto onde eu ia subir - dez minutos atrasados, claro - percebi o tamanho da minha inocência. Parecia uma lata de sardinha. Todos os lugares ocupados e quase todo o corredor ocupado.

Ai começou a tortura, eu lá de pé, tentando segurar minha mochila, meu casaco que estava na minha mão e a mim mesmo, enquanto o motorista atrasado fingia dirigir para alguma escuderia de fórmula 1.

Chegou um ponto, que o ônibus ficou tão cheio que não tinha mais como subir ninguém. Toda vez que que o ônibus parava era aquela gritaria: "UM PASSINHO A FRENTE", "NÃO DÁ MAIS", "NÃO CABE MAIS NINGUÉM", "PRA QUE TEM FISCAL NESSES ÔNIBUS", "QUEM ME PASSA A MÃO VAI LEVAR UMA BIFA". E eu lá com aquela impressão de que as vezes nossa vida parece não valer muito a pena.

E pra quem acha que gordo não devia andar de ônibus eu só tenho uma coisa dizer: pra quem é gordo, andar de ônibus é bem pior. Temos mais lastro e por isso temos que fazer muito mais força para nos segurar. Pra que acadêmia se eu posso exercitar meus bíceps e tríceps, tentando não cair no chão enquanto aproveito um belo passeio.

O pior é na hora de descer, porque não tem como ter muita certeza da onde se está, devido ao grande acumulo de pessoas que te atrapalham a visão, e ao excesso de perfumes corporais que turvam o teu senso de realidade.

O único momento bom da viagem chega finalmente. Quando descemos podemos respirar um pouco de ar puro e a lomba/quase paredão que tenho que escalar subir para chegar na faculdade não parece tão ruim assim.

Nesses momentos eu só tenho um pensamento na mente. O inferno deve ser um POA-Taquara as seis da tarde.

Este post é meio que inspirado no post "Coisa de Louco" da Bruna, minha amiga e blogueira iniciante como eu. O blog dela tem uma indecência involuntária que só as mentes mais poluídas vão encontrar.

2 comentários:

  1. desculpe mas eu so consigo rir de sua historia!!!!rsrsrsrs
    se eu te contar do que ja passei em onibus dá pra fazermos um clube com nome de Rapaz nerd e moça desengonçada contam suas histórias!!
    há alguns dias, eu cheguei atrasado ao ponto e sair correndo atras de um onibus, entrei apressada, paguei, fiquei lá, tentando me segurar naquelas barras para se segurar, o detalhe basico é que palmas tem umas rotatórias malucas, o fato é que peguei o onibus errado.
    e eu tinha deixado dinheiro em casa para voltar.
    eu esqueci a grana.
    Resultado: andei feio uma condenada.
    Agora soma tudo isso, a um vestido de muselina todo esvoassante, cabelos cumpridos, sol quente, ventania, e claro, salto alto.

    Mulher sofre!!

    ATT: IARA

    ResponderExcluir
  2. Aff...
    não neh?!
    como eu faço pra tirar esse tal de caphta??

    ResponderExcluir