17 de jan de 2009

Não confie em jornalistas

Existem três tipos de profissional que eu sempre fico com um "pé atrás" na hora de dar minha confiança: advogados, políticos (político pode ser profissional?) e jornalistas.

Não tenho nada de pessoal contra jornalistas, mas não consigo confiar inteiramente em profissionais que detenham tanto poder em mãos, a ponto de moldar a própria opinião pública (que sempre me pareceu bastante maleável, por sinal).

Não existe uma credibilidade real no jornalismo! Se um físico ou matemático propõe uma nova teoria, ele pode testá-la com experimentos práticos e reais; se sua teoria for correta, ela terá maior credibilidade no meio cientifico, se sua teoria se mostrar "errada", ele pode perder toda a credibilidade no seu meio profissional.

amy Mas no jornalismo, a credibilidade é um termo subjetivo. Se eu estive tranquilamente andando por uma calçada de Londres (aí que sonho!), e de repente visse a Amy Winehouse dobrando a esquina, vindo em minha direção, eu rapidamente sairia correndo em outra direção. Não porque eu conhecesse a Amy, mas porque a imagem que a imprensa passa dela é a de um cão raivoso, que poderia não gostar da minha cara de me espancar no meio da rua.

Mas porque a mídia passa essa imagem dos fatos. É simples jovem traça de biblioteca, aos jornalistas não importa o cotidiano, o trivial; aos jornalistas interessa a exceção da regra, o desalinho do habitual, os fatos que não se encaixam bem no contexto, mas se encaixam muito bem nas colunas de uma matéria sensacionalista.

Sebastião Nery, no seu excelente livro "Grandes Pecados da Imprensa", faz uma critica bem colocado ao jornalismo opinativo, político e investigativo, onde ele demonstra através de fatos reais, a forma como a imprensa brasileira ,muitas vezes, distorceu os fatos, para manipular a opinião do publico e acabou distorcendo até mesmo a própria história do nosso país.

Então, quando eu assisto o Jornal Nacional, quando eu leio o jornal, quando eu me dou ao trabalho de abrir uma revista (a Veja, por exemplo, eu nem me dou mais ao trabalho de abrir), ou quando eu escuto o Datena esbravejando na televisão, eu sempre penso com meu botões: “Tenha senso crítico...”.

Referência: Politica a sério.

10 comentários:

  1. O jornalismo de hoje em dia é opinião, nem confio muito. Nos jornais da tv virou modinha apresentador soltar sua opinião depois da reportagem, o cara só tem o tempo da reportagem para pensar no que falar e acaba falando besteira.

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  2. ha ha ha...


    nem vou me prestar em te responder a essa postagem!

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  3. E para os desavisados, em 2010 vem a ai a nova presidente, eleita pela Veja, IstoÉ e afins, a senhora Dilma Roussef. Estão repetindo os mesmos erros que levaram à eleição do Collor. Vamos ver se ela confisca as poupanças também.

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  4. Isso quando o jornalista não se apropria dos direitos dos outros, como aconteceu comigo semanas atrás quando um jornalista da Veja pegou uma tradução minha e simplesmente colou no site da Veja.com

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  5. É, concordo com você.

    Depois que comecei a fazer um Blogue é que percebi a extensão disso que você afirma. E olha que blogar ainda é uma atividade meio marginal, ou quase um exercício de “masturbação intelectual ou idiossincrática”.

    Quanto a “noticia”, li um manual de como fazer um jornal comunitário, que definia noticia assim: Se um cachorro morde um homem... isso não é notícia. Mas, se um homem morde um cachorro... aí é primeira página.

    Acho que, principalmente, em tempos de crise da mídia convencional, também, provocada pela internet, esta regra aí acima vem prevalecendo.

    Isto para ficar no sensacionalismo e no bizarro. A manipulação dos fatos e o comprometimento da verdade ou da história – como diz – é muito mais seria e, infelizmente, comum.

    Um abraço/Paulo

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  6. Em tempo!
    Obrigado pela visita e comentário.

    http://metanoverde.blogspot.com

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  7. Sou jornalista e, talvez você ache estranho, não tenho coragem de discordar de nenhum dos seus argumentos para temer aos meus colegas (nauseante chamá-los assim).

    Temos um problema em relação ao poder. Dizem que o jornalismo é o quarto poder, considerando que, baseado no direito à informação, devem vigiar os três poderes. O nosso grande problema está no fato de não haver um quinto poder para vigiar o jornalismo. E o resultado você já conhece. Ah!, também,agora, todos que leram o seu texto.

    Ratifico a sua recomendação: "Não confie em jornalistas.

    Boa sorte!

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  8. Gostei muito do seu texto e concordo com voce

    bjs

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  9. Eu sou mais um desses que parou de assistir ao jornal nacional - e faço questão de escrever com letras minúsculas -, ante o sensacionalismo hipócrita da rede globo. E posso dizer que não assisto a qualquer outro televisivo, pelas mesmas razões. Prefiro ler a ouvir. Lendo, tenho mais tempo para raciocinar e analisar a matéria, e pensar qual é mesmo o interesse na divulgação.

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  10. É pessoal agora que quase todos tem acesso a net as pessoas começam a tem mais um censo critico e a não confiar cegamente em tudo que ouve,
    ou o que é bom para o seu ja moldado cerebro.

    Willian

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