22 de abr de 2009

Velhas mídias contra o Google


Que o Google não é o melhor amigo dos meios tradicionais de comunicação todo mundo está careca de saber, mas até hoje, os ataques ao gigante da internet tinham sido mais amenos e com pouca repercussão no Brasil.

Pelo menos era assim que eu via a situação até alguns minutos atrás, quando parei para ler uma reportagem da Revista Semana (eu não compre! Foi a Abril que me deu! Eu juro), onde Henry Potter, do The Observer, ataca abertamente o Google como empresa e como instituição.

Na página número nove da revista, no título e subtítulo da matéria se lê: "O terrível monopólio do Google| O crescente império do site de buscas que não produz nada mas domina tudo"

Só estas palavras bastaram para ligar meu sentido de blogueiro aranha, pois era óbvio que a Abril resolveu atacar abertamente o Google. Abaixo, uma parte do texto que me chamou especialmente a atenção.

O Google é o mais proeminente WWM (world wide Monopólios, brincadeira do autor com a sigla WWW). O site de buscas representa uma ameaça á vida de indivíduos e ao futuro de instituições comerciais fundamentais para a comunidade

Ao longo do texto, o autor se deslancha em acusações de violações dos direitos autorais, fala mal do Youtube e reclama do monopólio do Google na internet, tudo isso de maneira que o leitor acredite que o Google é o verdadeiro anti-cristo (coitado do Bill, até isso vai perder para o Google).

Não sou totalmente a favor do Google porque sei bem que a empresa exerce um verdadeiro monopólio sobre a internet, pode se dizer que a empresa tem até o poder de manipular a opinião pública através de suas ferramentas; pode até se dizer que ela já está fazendo isso em países como a China, onde se aliou ao governo para poder operar no país em troca de abolir de seus resultados de pesquisas qualquer conteúdo contrário ao regime político comunista vigente no país.

Mas mesmo assim, acho muito injusto afirmar que o Google não produz nada; o Google não é uma empresa de manufatura e logo se pode dizer que não produz nada porque não fabrica nada, na verdade o Google é uma enorme prestadora de serviço. O Google fornece organização, fornece poder de comunicação e facilita o processo de encontrar as informações que se busca na internet.

Os ataques ferozes da velha mídia não passam de gritos de agonia daqueles que vêm que o barco vai afundar e não existem botes salva-vidas para todos. Na era da Web, o monopólio existia antes, quando a imprensa tradicional decidia o que deveria virar noticia ou não, hoje, até mesmo o mais pequenos dos blogueiros pode escrever artigos (atacando os grandes veículos de mídia, por exemplo), que o Google se encarregara de lhe direcionar meia dúzia de gatos pingados que possam achar seu conteúdo relevante.

E só a critério de observação, apesar de a revista atacar o novo modelo de comunicação do Google, não se envergonha em colocar um anúncio de página inteira na sua subcapa sobre o Twitter, que provavelmente será a mais nova aquisição do Google e que já provou mais de uma vez que pode dar uma banho nos veículos de mídia tradicionais

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21 de abr de 2009

Não somos nada perante Susan Boyle

Sabe quando uma pessoa faz tão bem uma coisa, que qualquer outro atributo desta pessoa, seja ele bom ou ruim, se torna irrelevante. Bem, este é o caso de Susan Boyle e se você não a viu cantando ainda de uma olhada neste vídeo com legendas em português (o Youtube bloqueou o embed).

susan2 Não vou escrever sobre a Susan Boyle porque o hype já está muito mais do que ‘usado’ e você pode ler um texto muito bom sobre ela no Blogaritimox.

O que eu queria era deixar registrado o que eu pensei depois de ver o vídeo: “No Brasil, Susan Boyle seria uma perdedora completa”. Para quem não se lembra (e tenho certeza de que tem muita gente que preferiria esquecer), o Brasil tem suas versões nacionais de Britain’s Got Talent, American Idol e uma centena de Reality Shows que o cara do Baú da Felicidade copia sem pagar os devidos royallites.

Só que por aqui, o que conta mais não é o talento dos candidatos, mas sim o quão comerciais eles podem ser. Vocês já viram algum desses programas nacionais? Eu já, mas desisti depois de um tempo. Como a maioria das pessoas, eu gosto de Realyt Show’s, mas não tenho paciência para esses shows nacionais fabricados, que tem de tudo, menos realidade.

Sabe o que Susan Boyle ouviria dos jurados de algum programa de calouros nacional? Algo do tipo “-você canta muito bem mas não tem o perfil de um Ídolo” ou “-você tem uma voz muito boa mas não é o que estamos procurando”.

Porque o perfil de um Ídolo nacional não é alguém com talento, mas sim alguém que venda fácil, que venda muito, mesmo que desapareça alguns meses depois para dar lugar ao mais novo produto que a indústria ‘cultural’ queira lançar.

Acredito que o Brasil seja um país com uma cultura incrível, posso até afirmar que funk seja cultura e acredito nisso porque o funk nacional nasceu no meio do povo e não nos escritórios de algum produtor musical.

Música é cultura? Bem, a música que você assiste Domingo na TV ou a que está nas paradas de sucesso pode estar bem longe de ser uma expressão cultural.

Enquanto as Susan Boyles são cortadas no momento da edição dos programas nacionais, dando lugar apenas aos vendáveis e ao comercialmente ridículos (todo circo precisa de palhaços, não é mesmo?) podemos apreciar os talentos internacionais em seus shows com um pouco mais de realidade.


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11 de abr de 2009

É feio ser você mesmo


Uma vez, uma pessoa me disse que 'Era obsceno ser gordo em um mundo onde tantas pessoas passam fome' .

Então eu disse que obsceno mesmo era a hipocrisia desta pessoa em ser consumista, egoísta e egocêntrica e ainda assim procurar defeitos em outras pessoas que justificassem as mazelas do mundo. Mandei ela vender o seu tênis da Nike, comprar uns quilos de arroz e feijão e levar em uma comunidade cheia de crianças carentes que existem ao montes na nossa pequena cidade.

Obviamente esta pessoa nunca mais falou comigo.

Tudo bem, um a menos para me recriminar pelas minhas escolhas.

Vocês já reparam que sempre tem alguém nos comparando com alguma coisa para dizer que somos feios?

Desde criança é assim. Até alguns pais ficam torturando os filhos os equiparando com os outros.

"-Olha que bonito o filho do fulano que usa roupa de gaúcho na semana farroupilha, porque você não é assim?"

"-Olha que bonito o tal lá, que não fica usando o tempo todo roupa preta"

"-Olha que bonito o tal que vai em festas descentes ao invés de ficar pulando muro de cemitério á noite" - festas descentes eram os bailes funk ou os bailões (pior que baile funk).

Poisé, eu tive uma adolescência muito estranha, mas felizmente fiz tudo que quis e do jeito que queria, independente das pessoas acharem feio ou não.

Pessoas_feias_pagam_mais Na verdade, se eu desse bola para o que as pessoas acham feio em mim eu teria uma vida muito chata. Tem gente que acha feio eu ser bolsista enquanto outros tem que pagar a faculdade, outros acham feio eu dormir o domingo inteiro, mas não se dão conta de como é difícil manter uma dupla jornada de trabalho e estudo durante a semana; outro me diz que é feio eu ter uma péssima memoria como se eu pudesse ir na loja da esquina e fazer um upgrade cerebral.

Tenho que aguentar gente dizendo que é feio eu ser anti-social, que é feio eu ser gordo, que é feio eu comprar três peças de roupa exatamente iguais porque eu gostei da mesma. Tem quem ache feio eu não dar muita bola para o Natal e não ir á igreja.

Os crentes dizem que é feio eu ser ateu e os ateus dizem que é feio eu dizer que não estou nem ai se Deus existe ou não e que tenho coisas melhores para me ocupar.

Pois então que seja, eu sou muito feio mesmo e poucas coisas me deixam tão feliz quanto a minha feiura. E também acho muito bom ter nascido em um mundo onde a beleza esta institucionalizada e muito bem definida, se tivesse nascido em um mundo onde todo mundo fosse feio, eu até poderia ser muito feliz como sou por aqui, mas talvez não me desse conta disso.

3 de abr de 2009

Omegle, muito interessante


Uma das idéias mais interessantes que eu já vi. Interessante pela proposta, interessante pela simplicidade.

Omegle é uma espécie de chat mundial para unir dois estranhos em uma conversa.

É tão simples que nem necessita de muita explicação. Você acessa o site, clica em Start a Chat, e pronto, você estará conectado á um estranho qualquer, para bater um papo.

Sem identificação, sem divulgação de dados pessoais, sem nomes, apenas YOU e o STRANGER.

Conheci ontem e estou viciado.

Aparentemente, a referência ao site apareceu no Brasil através do Orkut, então o site já está cheio de brasileiros.

Meus agradecimentos vão para Leif K-Brooks, programador que criou o serviço.

1 de abr de 2009

Quem sabe, faz ao vivo

Com certeza eu odeio essa frase, porque me faz lembrar de programação de TV aberta no Domingo. Me deprime quando eu ouço dizer que o Brasil tem uma das melhores programações de TV do mundo – se bem que até hoje não vi nenhum estrangeiro dizer isso!

Mas quando a frase se ajusta bem a situação, não tenho outras escolha a não ser usa-la.

Se tem uma coisa que eu admiro são pessoas que tem ritmo para improvisar em cima do palco. Gosto muito de fazer teatro, mas não nasci com o dom da improvisação.

Só estou dizendo isso para compartilhar com vocês um vídeo de um dos mais ou menos engraçados grupo de teatro que eu conheço, os Melhores do Mundo.

O que um ator deve fazer se ele está encenando e de repente acontece um apagão geral na cidade, inclusive no teatro?

 

 

 

Quem já viu… viu, quem não viu, veja – se quiser.