24 de mai de 2010

The IT Crowd: assisto e recomendo

Se você nunca assistiu nenhuma série britânica pode estranhar um pouco o humor em The IT Crowd - eu estranhei e quase desisti do seriado - mas bastaram alguns episódios para a série ganhar minha atenção.

O foco da série é o departamento de TI de uma grande empresa, onde os funcionários Moss e Roy trabalham em condições de trabalho nada apreciáveis, e as coisas não melhoram para os dois quando Jen, que não entende nada de TI, chega para assumir a chefia do departamento.

A série mostra os conflitos dos dois nerds com o resto da empresa e o desespero
de Jen ao assumir um departamento com o qual ela não se identifica.

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Que técnico de suporte já não cansou de dar sempre as mesmas respostas ao usuários e pensou em colocar uma secretária eletrônica para atender as chamadas - eu já pensei. Esse é o tipo de coisa que vemos em The IT Crowd.

O que eu mais gosto de The IT Crowd são as situações absurdas em que os personagens se metem e a forma insuspeita como eles chegam até elas.

Se você der uma chance a série garanto que vai se divertir muito e dar boas gargalhadas.



E um fato interessante sobre o programa é que The IT Crowd foi a primeira série a disponibilizar o download dos episódios na internet antes da exibição oficial na televisão.
Se quiser mais informações sobre seriado recomendo que visite o link abaixo.

http://www.vivaolinux.com.br/artigo/A-vida-de-quem-vive-de-TI-It-Crowd

16 de mai de 2010

Flash Forward : assisto e recomendo

Este blog anda muito parado, não tenho tido muito tempo para brincar de ser blogueiro ultimamente, então vou começar uma nova 'coluna' aqui para escrever sobre seriados, já que assisti-los tem sido um dos meus passatempos mais usuais quando tenho uma folga - o que é bem raro.

E começo hoje falando sobre Flash Forward.

No dia 6 de outubro de 2009 todas as pessoas do mundo simplesmente apagaram por exatamente 2 minutos e 17 segundos; enquanto essas pessoas estavam desmaiadas puderam ter um vislumbre do seu futuro, mais exatamente um vislumbre do dia 29 de abril de 2010. Obviamente os 2 minutos e 17 segundos foram suficientes para causar uma enorme catástrofe global; muitas pessoas morreram, muitas outras ficaram feridas e quem sobreviveu acordou com o caos ao redor de si sem saber de imediato o que havia acontecido. As 'visões' do futuro receberam o nome de Flash Forwards e se você assistir o seriado vai ouvir muito a frase 'In my flash forward...'

O FBI quer saber como o Apagão aconteceu, porque aconteceu e quem foi ou quem foram os culpados por ele. As principais pistas são os próprios flash forwards, principalmente o do agente Mark Benford, que se viu investigando o caso em seu escritório no dia 29 de abril.

Essa premissa simplesmente absurda e até mesmo boba dá inicio a um dos melhores seriados de ação/mistério que eu já vi nos últimos anos. 

A série nos faz imaginar o que faríamos se de repente pudéssemos saber o nosso futuro, onde estaríamos em seis meses, quem seríamos. A série também nos faz pensar na questão do livre arbítrio e até que ponto nossas escolhas são responsáveis pelo nosso futuro. Aliás, a questão do livre arbítrio e levantado a todo momento na série e se torna uma preocupação constante dos personagens.

Os mistérios que precisam ser desvendados ao longo da trama, as revelações que nos tiram o folego em alguns momentos, a veracidade dos agentes e do escritório do FBI – assisti Frasier esses dias e até me senti desconfortável com os agentes do FBI totalmente irreais – todos esses aspectos e muitos outros tornam o seriado altamente apreciável.

Infelizmente o canal ABC parece estar querendo cancelar a série e provavelmente fará o anúncio oficial na próxima Terça (18/05). Espero que o eminente cancelamento não force os produtores e roteiristas a fazerem um final medíocre para série, que já deu pistas de ter muita história para contar se lhe for permitido ter o tempo necessário para tal.

Abaixo um vídeo promo da série:

Se você estiver procurando um bom seriado com ação e mistério, recomendo fortemente Flash Forward.

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Assim que arrumar um tempo escrevo sobre outros seriados que estou assistindo ou já assisti, e se você tiver algum para me recomendar não se acanhe de coloca-lo nos comentários.

8 de mai de 2010

Como vender livros para trouxas


Sempre sonhei em ser escritor mas acabei virando blogueiro e se você também já se imaginou como um autor de best-sellers de sucesso, sendo aplaudido pelo público e odiado pelos críticos, leia abaixo 5 dicas de estilos e assuntos para escrever e vender livros para trouxas e se tornar um escritor de relativo sucesso.

Emagrecimento

Se o mal do século é a obesidade, o baú do tesouro do mercado literário dos últimos anos são os livros que ensinam a emagrecer. Basta inventar uma técnica totalmente esdrúxula e sem nenhuma comprovação científica para perder peso; tente algo com um apelo místico, tipo "Emagrecendo conforme seu Signo". Vai vender mais que bacon frito em saída de spa.

Auto-ajuda

Esse é um clássico que não sai de moda. Existe muita gente no mundo ansiosa por aprender a viver melhor e mais feliz  seguindo os ensinamentos de algum cara totalmente desconhecido e sem nenhuma formação acadêmica adequada para ensinar qualquer coisa. Se não quiser ter trabalho escrevendo seu livro, apenas copie autores 'famosos' do gênero, seus leitores em potencial nem vão perceber.

Aposte nos adolescentes, principalmente nos mais burrinhos.

Escreva uma história romântica, do tipo que condiz com a mentalidade de uma garota de onze anos com um sério problema de retardo mental. Coloque diálogos fáceis e um enredo mais manjado do que o de Malhação. Destrua a imagem de personagens clássicos, como por exemplo vampiros e lobisomens lhes atribuindo personagens rasos, burros e que de preferência pareçam emos e consumidores compulsivos de anabolizantes. Com sorte, seu livro pode acabar virando um filme.

Auto-medicação com receitas caseiras

Escreva um livro cheio daquelas receitas caseiras da sua avó para todo tipo de doença e mal. Abacaxi para menopausa, chá de eucalipto para a caspa, abobrinha para infecção urinária. Esse tipo de livro é a bíblia da dona-de-casa de classe média e pode ser eternamente reeditado. Vender de porta em porta pode ajudar no sucesso deste tipo de livro.

Religião e auto-ajuda disfarçada de aventura mística.

Escreva livros narrando histórias que você nunca viveu, contando passagens místicas da sua vida que nunca aconteceram. Misture a história com auto ajuda, mas jamais admita que seus livros podem ser considerados auto-ajuda. Force sua entrada em academias literárias onde você não merece estar. Tenha em mente que o povo sempre compra qualquer coisa que seja fácil de ler e que os faça se sentir intelectuais e literatos. Sucesso será seu segundo nome.

coelho30b
Sigam o exemplo do mestre. Vejam como ele faz sucesso

Obs.: Se você se sentiu ofendido por este texto, que bom, era isso mesmo que eu queria :).

Obs2.: Este texto tem objetivos humorísticos.

Obs3.: Só pra ver se você continua lendo....

Lady Gaga é cultura, sim senhor!


No fim das contas os humanos não passam de macacos de imitação. Somos treinados para selecionar e avaliar os comportamentos de nossos semelhantes e decidir o que é melhor e deve ser imitado. A partir dessa premissa, podemos decidir imitar aqueles que não perdem a chance de cair num 'batidão do funk' ou aqueles que só sabem repetir como a sociedade está decadente, que não existe mais cultura entre os jovens e todo aquela verborréia típica dos que querem se diferenciar da grande massa e mostrar que são mais inteligentes que o resto dos macacos da jaula.

Não que eu aprove o funk! Já disse antes que o funk não passa de uma dança do acasalamento um pouco mais moderna; mas … 'e daí' que o objetivo primordial do funk é se exibir para possíveis parceiros sexuais; quase tudo que o ser-humano faz é para se exibir para seus possíveis parceiros. Até a 'meritocracia informal' na internet é uma forma de exibição - a quantidade de blogueiros se gabando do tamanho do seu PR por ai prova isso.

Mas o que a Lady Gaga tem a ver com isso? Bem, ela tem muito a ver com isso.

 lady gaga_corpse A garota é bizarra mesmo


Pra quem não sabe, essa moça Lady Gaga, é um dos ídolos pop da atualidade. E embora a única coisa que eu me lembre de ter escutado dela tenha sido uma interpretação de Poker Face pelo Cartman de South Park, eu não me envergonho em admitir: Lady Gaga é CULTURA e com letra maiúscula.

Virou moda (ou sempre foi moda) entre aqueles que se consideram intelectuais e bem informados, tratar qualquer produção artística contemporânea que faça o mínimo de sucesso como lixo pop. Essas mesmas pessoas gostam de chamar de cultura um cara tocando violão para meia dúzia de estudantes 'socialistas/comunistas/pedantistas'. em um boteco fedorento de porta de faculdade.

O que esses indivíduos não se dão conta, é que a cultura é muito mais ampla do que sua mente pequena pode apreender. Cultura envolve todo um processo de criação artístico e a identificação de uma população de indivíduos com essa arte. Da mesma forma que danças tribais representam uma forma de cultura entre índios isolados da 'civilização' em alguma aldeia da Amazônia, Lady Gaga representa a cultura de tribos urbanas, que não se distanciam uma das outras por sua posição geográfica, mas sim pela ordem de costumes estabelecida entre seus membros.

O que estou tentando dizer é que é muito fácil imitar aqueles que se julgam inteligentes demais para aceitar que musica pop seja cultura, e acabar condenando qualquer artista ao escrutínio intelectual, só porque a arte do mesmo tem um apelo mais popular.

Zeca Camargo, um dos poucos jornalistas que admiro, entrevistou Lady Gaga e escreveu dois excelentes posts em seu blog (aqui e aqui) sobre o universo dessa artista meio performática, meio cantora. Admiro a coragem de Zeca Camargo, que possui uma bagagem cultural e intelectual enorme e jamais se acanhou de falar das formas mais popularescas de arte, inclusive prestando seu apoio a Sthefany (aquela mesma do Croosfox)

Eu sei que nem tudo que o ‘povo’ produz é culturalmente aproveitável, mas é necessário termos sempre o entendimento de que a cultura não está presa nas galerias, nos museus ou nos teatros; a cultura está na rua, está na boca do povo, está naquela roda de pagode e no baile funk; a cultura é livre das amarras do intelectualismo e do academicismo burguês que permeia aquela parcela da sociedade brasileira que se julga mais esclarecida porque frequenta uma faculdade, livrarias ou os barzinhos da moda.

 

Post chato é isso ai pessoal! Se você leu até aqui, meu muito obrigado. Não conhece Lady Gaga como eu? Pois dá uma olhada então no clip do último single da garota, neste vídeo no Youtube, piração total como é de se esperar

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Mas para que serve o Twitter afinal de contas?


twitter_do_teilorEste não é mais um daqueles posts falando de como o Twitter veio para revolucionar as redes sociais, explicando o que é um microblogging e apontando links para os mais fodásticos usadores de scripts da twitosfera.

Muitas pessoas já me perguntaram para que serve o Twitter; a melhor resposta que eu posso dar é que o Twitter serve para o uso que você der a ele. Acho que o mais legal do Twitter é que não é o serviço que define qual será a utilidade dele, mas sim o usuário.

"-Como assim? Mas o negocio não era dizer o que se está fazendo agora? Para que eu quero saber o que um bando de desocupados estão fazendo?"

 

Para explicar o Twitter, ao invés de definir o serviço, eu vou exemplificar como usa-lo.

O Twitter serve para... (subtítulo para vocês estenderem que a explicação começa aqui)

Ser libertado de uma prisão egípcia:

Essa é velha e alguns podem não se lembrar, mas no ano passado(2008), James Karl Buck fotografava uma manifestação no Cairo quando foi detido pela polícia. Através do seu celular, James enviou uma única palavra para o Twitter: Arrested (preso). Quando os seu amigos nos EUA e seus contatos no Egito leram a mensagem, agiram o mais rápido o possível e James foi libertado no dia seguinte com a ajuda de um advogado contratado pela direção do campus de Berkley da Universidade da Califórnia e o auxílio da embaixada americana no Cairo. Se não fosse a mensagem no Twitter, James poderia ter desaparecido no intrincado sistema judiciário egípcio.

Salvar a vida de uma pessoa

Quando umas das seguidoras de Demi Moore no Twitter escreveu um twitt dizendo “Me pergunto se alguém liga com o fato de que vou me matar”, teve rapidamente uma resposta da atriz que disse: “espero que você esteja brincando”. A mensagem de Demi foi recebida pelas centenas de milhares de usuários que a seguiam e trataram de identificar a suicida e acionar a policia. Graças a centenas de ligações, os policiais conseguiram levar a possível suicida em custódia para uma avaliação psicológica e um possível tratamento.

Aterrorizar os Estados Unidos

Relatórios dos serviços de inteligência dos Estados Unidos apontaram o Twitter como uma potencial ferramenta terrorista. Segundo os relatórios, o potencial de comunicação do Twitter poderia ajudar terroristas a planejarem atentados e se comunicarem com pouca possibilidade de serem rastreados.

Exigir seus direitos de consumidor

O Twitter teve um papel fundamental quando o serviço de internet Speedy, da Telefônica, resolveu deixar de funcionar. No inicio a empresa tentou colocar panos quentes no assunto, mas a mobilização dos usuários do Twitter, relatando problemas com o serviço, deixou óbvio que o problema era generalizado.

Ganhar dinheiro

Como não poderia deixar de ser, os mais seguidos do Twitter começaram a receber propostas para usar seus perfis como veículo de publicidade de empresas. Marcelo Tas passou por uma verdadeira saia justa quando anunciou que faria publicidade para a Telefônica através do seu Twitter e ainda teve que aguentar seus seguidores reclamando das falhas no serviço.

Acabar com uma relação

Jennifer Aniston cansou de ser ignorada pelo seu namorado, John Mayer. Apesar do moço não atender a ligações da atriz, usando como desculpa estar muito ocupado, seu perfil no Twitter era atualizado compulsivamente. Este deve ser o primeiro caso público de separação por ciúmes do Twitter.

Dar um ‘olé’ em jornalistas e ajudar pessoas em um momento de caos

Os jornalistas até tentaram cobrir ao vivo os atentados terroristas em Mumbai, mas as informações mais recentes, se espalharam pelo mundo através do Twitter. O Twitter não serviu apenas para registrar em tempo real os ataques, como também foi de grande ajuda para coordenar grupos de apoio, que trataram logo de informar os hospitais onde se poderia conseguir ajuda e incentivaram a doação de sangue entre os usuários. Através do serviço, parentes de moradores de Mumbai, puderam receber noticias de seu familiares.

 

Esta lista com certeza poderia continuar por muitos mais parágrafos, por que os usos do Twitter parecem ser quase que infinitos, desde divulgar seu blog, passando por pedir ajuda quando se está preso em uma montanha e até transmitir uma cirurgia ao vivo.

E se você teve saco paciência de ler este texto até aqui, exercite mais um pouco sua paciência me seguindo no Twitter em @Teilor.